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Chapo exige Comandos preparados para responder a ameaças complexas

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Chapo exige Comandos preparados para responder a ameaças complexas

MAPUTO, 29 DE AGOSTO DE 2026 – O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), Daniel Francisco Chapo, defendeu, esta sexta-feira, em Nacala, província de Nampula, a modernização e o reforço das capacidades das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), face à crescente complexidade das ameaças à segurança nacional, destacando a necessidade de combinar equipamento moderno com formação, inteligência, logística e capacidade de decisão.

Falando por ocasião do encerramento do 31.o Curso de Comandos, na Escola de Formação de Forças Especiais de Nacala, o estadista afirmou que a preparação militar deve responder às novas características dos conflitos, marcadas pelo recurso a drones, sistemas de vigilância, inteligência artificial, comunicações seguras e outros meios tecnológicos.

“E importa aqui referir que modernizar as forças armadas não significa apenas adquirir equipamento, mas também formar homens e mulheres com a necessária capacidade de operar estes equipamentos”.

O Presidente Chapo sublinhou que a formação de Comandos deve prepará-los para enfrentar situações difíceis e complexas, mediante um processo rigoroso de selecção e formação, que inclui disciplina, resistência física, preparação psicológica e aquisição de competências técnicas para a actuação no terreno.

Ao dirigir-se aos finalistas, o Comandante-Chefe das FDS destacou as responsabilidades acrescidas decorrentes da especialidade militar, associando a boina, a farda e o distintivo a valores como disciplina, coragem, prontidão, lealdade e compromisso com o país.

“Por isso, ajam com integridade, firmeza e dureza quando for para defender Moçambique. E isto é inegociável. A pátria não tem preço e a defesa da pátria não se delega”, afirmou.

O Chefe do Estado salientou igualmente que a experiência acumulada no combate ao terrorismo em Cabo Delgado deve ser aproveitada para fortalecer a preparação das forças, defendendo que a defesa da pátria requer mais do que armamento.

“A defesa da pátria exige não apenas ter homens com uma arma na mão, mas também requer tecnologia, logística, doutrina, inteligência, informação, liderança e capacidade de decisão em momentos difíceis”, declarou.

Sobre a actuação dos militares, o Comandante-Chefe enfatizou que a força militar deve estar subordinada à lei e ao serviço da população, defendendo o respeito pelos direitos humanos e pela dignidade da pessoa humana.

“A força militar só é verdadeiramente legítima quando está ao serviço da Nação, do povo e subordinada ao Estado de Direito”, disse.

Em relação ao combate ao terrorismo, Daniel Chapo afirmou que a situação de segurança em Cabo Delgado apresenta actualmente melhorias face a períodos anteriores, atribuindo esse resultado à actuação das FDS, da Força Local e das forças amigas do Ruanda e da Tanzânia.

Sublinhou, contudo, que os militares devem permanecer preparados para responder às ameaças, advertindo: “Estejam sempre em prontidão combativa. Não deixem que a rotina substitua a prontidão”.

O Presidente da República apelou ainda aos novos Comandos para que actuem com firmeza perante as ameaças, mas mantenham uma relação de proximidade e protecção das comunidades.

“Sejam firmes perante a ameaça; batam duro o inimigo; sejam bravos e ríspidos com os terroristas; escangalhem a estrutura dos bandidos terroristas; mostrem musculatura, mas sejam humanos e amáveis para com o nosso povo”, orientou.

Na ocasião, felicitou os finalistas pela conclusão do curso e reconheceu o papel das suas famílias nos sacrifícios associados à carreira militar.

Aos novos Comandos, deixou quatro palavras como referência para a vida profissional: “Missão”, “Pátria”, “Honra” e “Sacrifício”, antes de declarar encerrado o 31.o Curso de Comandos da Escola de Formação de Forças Especiais, em Nacala.