Início Notícias Chapo desafia graduados da UniLúrio a transformar conhecimento em solu...

Chapo desafia graduados da UniLúrio a transformar conhecimento em soluções

Partilhar:
Chapo desafia graduados da UniLúrio a transformar conhecimento em soluções

MAPUTO, 28 DE AGOSTO DE 2026 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, desafiou hoje os novos graduados da Universidade Lúrio (UniLúrio), em Unango, distrito de Sanga, província de Niassa, a colocarem o conhecimento ao serviço da resolução dos problemas do país e da construção da independência económica, numa cerimónia que graduou 81 estudantes e marcou mais uma etapa na formação de quadros para o desenvolvimento nacional.

Na ocasião, o Chefe do Estado afirmou que os novos licenciados e mestres representam uma nova força para a transformação do país, sublinhando que a sua formação deve contribuir para o lançamento das bases da prosperidade nacional.

“Hoje viemos a Sanga para nos juntarmos a esta festa de celebração de mais moçambicanos que recebem a certificação de serem capazes de contribuir para o sucesso do lançamento dos alicerces para a nossa independência económica”.

Os 81 estudantes graduados concluíram os cursos de Licenciatura em Desenvolvimento Rural, Engenharia Florestal e Engenharia Zootécnica, bem como o Mestrado em Desenvolvimento Rural, ministrados pela Faculdade de Ciências Agrárias. Este grupo integra um universo de 550 estudantes que a UniLúrio prevê graduar ao longo de 2026, nas diferentes unidades académicas da instituição.

O Presidente Chapo felicitou os graduados pelo percurso realizado e destacou o papel de todos os directamente envolvidos na concretização da formação. Para o Presidente da República, a conclusão do curso representa, porém, apenas o início de uma nova etapa, lembrando que “é o início de uma nova caminhada. Termina uma caminhada, começa outra”.

O Chefe do Estado defendeu que as universidades devem assumir um papel mais activo na resposta aos desafios do desenvolvimento, aproximando-se das comunidades e do sector produtivo.

“Queremos uma universidade cada vez mais próxima das comunidades, cada vez mais ligada ao sector produtivo, cada vez mais comprometida com a investigação aplicada e cada vez mais capaz de transformar conhecimento em inovação, inovação em produção e produção em desenvolvimento”.

Perante uma realidade marcada pela digitalização, inteligência artificial e rápidas transformações tecnológicas, Daniel Chapo advertiu que a formação académica, por si só, já não basta para responder às exigências do futuro, defendendo profissionais capazes de aprender continuamente, utilizar a tecnologia, pensar criticamente, resolver problemas, inovar e adaptar-se às novas circunstâncias.

No quadro da aposta na independência económica, o Presidente da República considerou que Moçambique necessita de quadros capazes de transformar os seus recursos em conhecimento, tecnologia, produção, emprego e prosperidade.

“O país não precisa de ‘apenas’ graduados. O país precisa de solucionadores de problemas”, afirmou, desafiando a Universidade Lúrio e as restantes instituições de ensino superior a contribuírem directamente para a resolução dos desafios nacionais.

O estadista destacou igualmente a necessidade de preservar a universidade como espaço de liberdade intelectual, diálogo e produção democrática do conhecimento, defendendo o respeito pela diversidade de pensamento e pela investigação científica responsável.

“Queremos universidades onde a diferença de pensamento não seja motivo de exclusão, mas uma oportunidade para aprofundar o conhecimento”.

Dirigindo-se, por fim, aos novos graduados, o Presidente Daniel Chapo exortou-os a transformar a formação recebida em acções concretas em benefício das comunidades e do país.

“Levem daqui o vosso diploma, mas levem também uma missão: de transformar o conhecimento em soluções; oportunidades em emprego, empreendedorismo; recursos que Niassa tem em riqueza e desafios em possibilidades”, afirmou, apelando aos jovens para ajudarem a construir “um Moçambique mais próspero, mais justo, mais unido e economicamente independente”.