O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu, em Brazzaville, a unidade e a cooperação entre os países africanos como condições para enfrentar as ameaças à segurança, promover a paz e criar melhores condições de vida para os povos, destacando a necessidade de reforçar a cooperação entre Moçambique e o Congo nos domínios político, económico, de defesa e segurança.
Falando esta quarta-feira, em conferência de imprensa conjunta com o Presidente da República do Congo, Denis Sassou Nguesso, no final da sua Visita Oficial ao país, o Chefe do Estado moçambicano afirmou que a resposta africana aos desafios de segurança passa pela união, coesão e coerência dos países do continente.
“A resposta africana é muito simples. Nós, como africanos, temos que continuar unidos, coesos, portanto, coerentes, para enfrentar esses grandes desafios, não só de segurança, mas também de paz”, disse o Presidente Chapo.
O Chefe do Estado salientou que as relações entre Moçambique e o Congo são históricas e remontam à luta de libertação nacional, destacando a ligação entre os antigos líderes Marien Ngouabi e Samora Machel. Explicou que a homenagem prestada no Mausoléu Marien Ngouabi no início da sua visita simboliza a continuidade dos ideais dos líderes que contribuíram para a libertação dos povos africanos.
Sobre os conflitos e focos de tensão existentes em diferentes regiões do mundo, o Presidente Chapo defendeu o diálogo como principal instrumento para a resolução das crises, reiterando igualmente a importância da participação de África no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
“E continuamos a defender que o multilateralismo é extremamente importante para a manutenção da paz, e o Conselho de Segurança das Nações Unidas, sendo um órgão que toma decisões principais para a manutenção da paz, a participação de África como membro não permanente é extremamente importante”, afirmou.
Por seu turno, o Presidente Denis Sassou Nguesso considerou que a visita do Presidente Chapo representa mais um passo no aprofundamento das relações entre os dois países, que classificou como antigas e sólidas, destacando a assinatura de uma dezena de acordos de cooperação.
Segundo o Presidente congolês, a cooperação deverá privilegiar sectores como hidrocarbonetos, agricultura, comércio, turismo e cultura, defendendo que os acordos assinados devem ser traduzidos em acções concretas, com vista a fortalecer a amizade e a solidariedade entre os dois povos.
Entre os instrumentos jurídicos assinados, constam o Acordo de Cooperação relativo a consultas políticas regulares, um Acordo de Cooperação relativo à isenção de vistos para passaportes diplomáticos e de serviço, um Acordo Geral de Cooperação e Acordos de Cooperação nos domínios da cultura e das artes, da pesca e aquicultura, do desenvolvimento e promoção das pequenas e médias empresas, da gestão dos recursos florestais e do turismo.
Os dois Chefes de Estado reafirmaram, assim, a necessidade de transformar os compromissos assumidos em resultados concretos, valorizando o potencial existente nos dois países e aprofundando a cooperação bilateral como instrumento para promover o desenvolvimento económico e social.