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Chapo destaca empoderamento económico da mulher no desenvolvimento das famílias

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Chapo destaca empoderamento económico da mulher no desenvolvimento das famílias

Beira, 17 DE OUTUBRO DE 2026 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu, hoje, na cidade da Beira, uma aposta cada vez maior na mulher moçambicana como força determinante para o desenvolvimento de Moçambique, considerando que o fortalecimento da sua autonomia económica contribui directamente para a melhoria das condições de vida das famílias e para o desenvolvimento das comunidades.

O Chefe do Estado explicou que a mulher desempenha um papel central na economia familiar, na produção de alimentos, no comércio e na gestão de recursos, razão pela qual o Governo decidiu criar mecanismos específicos para apoiar a sua iniciativa económica.

“Uma das grandes preocupações da mulher moçambicana é o financiamento para a sua autonomia financeira e económica, que lhe possa permitir sustentar a família, mas também desenvolver o nosso país”, disse.

O Presidente Chapo falava, na cidade da Beira, durante encontro com representantes dos mais variados estratos sociais das mulheres de Sofala, no terceiro e último dia da sua visita de trabalho à província, no âmbito da materialização da agenda de Governação de Proximidade, Participativa e Inclusiva, que visa fortalecer a ligação entre o Estado e os cidadãos.

Segundo explicou, apoiar economicamente a mulher significa criar condições para que esta possa gerar rendimento, sustentar a família e ampliar a sua capacidade de intervenção na sociedade. Neste sentido, destacou a experiência de mulheres que, mesmo partindo de recursos reduzidos, conseguem desenvolver pequenos negócios, assegurar a educação dos filhos e melhorar as condições de vida dos seus agregados familiares.

É neste contexto que o Presidente da República enquadrou a criação do ProMulher, fundo destinado especificamente ao financiamento de iniciativas económicas da mulher moçambicana.

“Nós criámos este fundo porque reconhecemos a capacidade de gestão da mulher moçambicana e vamos continuar a trabalhar para que este financiamento beneficie principalmente aquelas mamãs que fazem negócios nos mercados, que são grandes gestoras”.

Para o Chefe do Estado, a autonomia económica da mulher tem um efeito que ultrapassa a beneficiária directa, reflectindo-se no bem-estar da família e no desenvolvimento da sociedade.

“E basta haver melhores condições de vida da mulher para, consequentemente, haver melhores condições de vida da família, onde fazem parte o filho, o marido e todos outros, porque a mulher é a base da família”.

A aposta neste segmento passa também, segundo o estadista, por reconhecer e apoiar as formas de organização económica que as mulheres já desenvolveram nas suas comunidades. Daniel Chapo referiu-se aos grupos de ‘xitique’ (forma tradicional de poupança colectiva e rotativa) e de poupança como exemplos de mecanismos através dos quais as mulheres conseguem mobilizar recursos, criar pequenas reservas financeiras e apoiar mutuamente as suas actividades, apontando esta capacidade de organização como uma das bases para ampliar o acesso ao financiamento.

A presença feminina em diferentes sectores da actividade económica foi igualmente apresentada como uma realidade que deve ser acompanhada por maiores oportunidades de crescimento. Na agricultura, na pesca e no comércio, as mulheres assumem uma participação significativa, desde a produção até à comercialização, o que, para o Chefe do Estado, reforça a necessidade de criar condições para que os recursos disponibilizados possam chegar às mulheres que já desenvolvem actividades e àquelas que pretendem iniciar novos negócios.

Daniel Chapo associou ainda a autonomia económica à construção de relações familiares mais estáveis e de comunidades mais pacíficas, defendendo que o desenvolvimento não pode ser separado da paz no seio das famílias.

Neste quadro, o Chefe do Governo chamou à atenção para a necessidade de combater a violência doméstica, incluindo a violência psicológica, como condição para que os ganhos económicos e sociais alcançados pelas mulheres possam traduzir-se em melhores condições de vida no agregado familiar.

A visão apresentada pelo Presidente moçambicano inclui igualmente a criação de condições para que as mulheres e raparigas tenham maior participação nos processos de decisão. Defendeu mais mulheres em cargos de responsabilidade, desde a administração pública até aos órgãos de representação, tendo relacionado a autonomia económica com o acesso à educação, à formação e às oportunidades de liderança, considerando a participação feminina essencial para o desenvolvimento do país.

O Presidente da República abordou, assim, a aposta na mulher moçambicana como uma abordagem que articula diferentes dimensões da vida social: geração de rendimento, fortalecimento das famílias, educação das raparigas, participação nos espaços de decisão, prevenção da violência e promoção da saúde.

Esta perspectiva coincide com as principais preocupações apresentadas pelas mulheres de Sofala, que colocaram o empoderamento económico, a educação e formação profissional, a saúde materno-infantil, a prevenção da violência baseada no género e o apoio às mulheres afectadas por calamidades naturais entre as áreas que consideram prioritárias.