MAPUTO, 16 DE OUTUBRO DE 2026 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, destacou hoje, no distrito de Gorongosa, província de Sofala, o impacto do novo sistema de abastecimento de água na melhoria das condições de vida da população, defendendo a conservação das infra-estruturas e o pagamento regular da água para garantir a continuidade do serviço e a sua expansão para as zonas ainda não abrangidas.
Falando durante a inauguração e entrega do sistema de abastecimento de água da Vila de Gorongosa, o Chefe do Estado afirmou que a disponibilidade de água contribui para melhorar a vida das famílias, reduzir o tempo gasto na procura do recurso e criar melhores condições para a educação, saúde e higiene.
O Presidente da República explicou que o acesso à água representa também uma melhoria das condições de vida das mulheres, que deixam de percorrer longas distâncias para obter água destinada à cozinha, lavagem e higiene das famílias.
“É também dignidade para um povo, porque a pessoa com água fica mais limpa, fica saudável”.
Daniel Chapo apelou à população para conservar o sistema de abastecimento de água, alertando que a sua destruição prejudicaria toda a comunidade. Sublinhou que as infra-estruturas públicas são construídas para servir a população, independentemente da filiação partidária, religião ou outras opções individuais.
Explicou, igualmente, que a sustentabilidade do sistema depende também da contribuição dos utilizadores, uma vez que o tratamento da água, o funcionamento das bombas, o consumo de energia e a aquisição de tubos e outros equipamentos implicam despesas.
O Presidente da República disse que o Governo pretende continuar a trabalhar para levar mais água às zonas do distrito ainda não abrangidas, bem como expandir o acesso à energia eléctrica, construir mais centros de saúde, melhorar as estradas e ampliar a rede escolar.
“Queremos continuar a trabalhar para fazer chegar mais energia onde ainda não chegou, porque sabemos que há sítios que a água e a energia ainda não chegaram”.
Por conseguinte, considerou, entretanto, que a concretização destas acções exige a preservação da paz e da segurança, recordando os efeitos da guerra sobre a população de Gorongosa e defendendo a reconciliação como condição para o desenvolvimento.
Mais adiante, o Chefe do Estado apontou a unidade, a vigilância e o trabalho como elementos necessários para a manutenção da paz e para o desenvolvimento de Gorongosa, de Sofala e de Moçambique, apelando igualmente ao diálogo como forma de resolver as diferenças.
O Presidente da República associou ainda o desenvolvimento ao trabalho realizado diariamente pelas comunidades, incluindo nos campos agrícolas, nos mercados e em pequenas actividades comerciais, defendendo que a disponibilidade de água é fundamental para dinamizar estas actividades e melhorar a economia local.
Ademais, anunciou que o Governo pretende continuar a apoiar o desenvolvimento económico local através de mecanismos de financiamento, referindo a duplicação do valor do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL) e a criação de fundos destinados às mulheres e aos jovens, com o objectivo de estimular a actividade económica e criar oportunidades para mais pessoas.
“Começámos ano passado, mas o dinheiro não foi suficiente. Houve muita procura, mesmo aqui em Gorongosa, e nós decidimos que este ano vamos duplicar o valor do FDEL para mais pessoas terem dinheiro e fazerem negócio”.
O Chefe do Estado referiu ainda que estão a ser projectadas outras intervenções para Gorongosa, incluindo a construção de um hospital de maior dimensão, a melhoria das condições da Estrada Nacional Número Um e a aquisição de mais autocarros para o município.
Na conclusão da sua intervenção, voltou a apelar à população para contribuir para a manutenção do sistema de abastecimento de água, sublinhando que a expansão do serviço dependerá também da capacidade de assegurar os custos associados ao seu funcionamento.
“Queremos expandir a água para chegar em mais casas e termos mais fontenários. Os tubos custam dinheiro, a torneira custa dinheiro. Então, vamos também contribuir pagando a água para podermos ter mais água e conservar o nosso sistema”.
O Presidente da República reiterou, por fim, o apelo à paz, ao diálogo e à reconciliação, instando a população a rejeitar a violência, o ódio, a desinformação e os boatos como condições para a continuidade do desenvolvimento do país.
“Não ao ódio, não à violência, não à desinformação, não ao boato, não à manipulação, mas sim à paz, sim ao amor ao próximo, sim ao diálogo, sim à reconciliação, sim à segurança, porque só assim é vamos continuar a desenvolver Moçambique”.