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Chapo inicia visita a Sofala com apelo à governação próxima das comunidades

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Chapo inicia visita a Sofala com apelo à governação próxima das comunidades

MAPUTO, 15 DE OUTUBRO DE 2026 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, manteve um contacto directo com a população que o foi receber à sua chegada à cidade da Beira, marcando o arranque da sua visita de trabalho de três dias à província de Sofala, com a missão expressa de auscultar os cidadãos no terreno, inteirar-se das suas reais necessidades e acelerar a busca de soluções para os problemas que afectam as comunidades locais.

A iniciativa enquadra-se na consolidação da agenda de Governação de Proximidade, Participativa e Inclusiva do Chefe do Estado, iniciativa que visa romper com barreiras burocráticas e aproximar a administração central das bases.

Na sua alocução inicial aos populares que acorreram ao aeroporto local, Daniel Chapo sublinhou o carácter de proximidade do seu mandato.

“Viemos aqui para trabalhar durante três dias. Viemos visitar a nossa província, à semelhança de outras províncias que já visitámos. Esta manhã vamos estar aqui na cidade da Beira, à tarde vamos trabalhar no Dondo, amanhã vamos trabalhar em Gorongosa e Caia, e no sábado voltamos à cidade da Beira. O nosso objectivo é avaliar o trabalho que estamos a fazer com a nossa população”.

O Chefe do Estado fez questão de vincar a responsabilidade e o compromisso assumido com o eleitorado desde o momento da sua investidura, defendendo uma presença constante e activa junto do povo porque, como disse, foi eleito para “trabalhar e resolver as preocupações da população”, numa governação próxima do povo.

Desenvolvendo o conceito prático dessa abordagem, o Presidente Chapo enfatizou a necessidade de descentralizar o exercício do poder e ir ao encontro das reais necessidades infra-estruturais e sociais dos moçambicanos.

“A governação próxima do povo é sair de Maputo, deixar o gabinete, ir até aos distritos, ouvir a população do Dondo, ouvir a população de Gorongosa, ouvir a população de Caia, assim como a população da cidade da Beira. Este é que é o nosso objectivo, porque nós queremos trabalhar para construir estradas para a população, escolas para a população, dar livros grátis para a população, hospital, medicamento, energia, todas aquelas preocupações que são do povo. Mas é preciso ler lá no distrito, reunir com a população, ouvir as preocupações, que é para, pouco a pouco, irmos resolvendo”.

Além da auscultação directa, a visita reserva momentos específicos de concertação social, com particular incidência na inclusão das mulheres no processo de desenvolvimento comunitário e económico.

Sobre esta componente de auscultação sectorial, adiantou: “É isso que nós viemos fazer durante esses três dias aqui na nossa província de Sofala, incluindo aqui na cidade da Beira. No sábado vamos nos reunir com as mulheres de Sofala, porque achamos que a mulher, à semelhança da juventude, joga um papel muito importante no desenvolvimento do nosso país”.

O fomento do empreendedorismo e a criação de oportunidades financeiras para as camadas sociais mais dinâmicas constituiu outro ponto da intervenção presidencial. Nesse âmbito, o estadista anunciou um reforço substancial de meios e novos mecanismos de crédito descentralizado.

“Por isso também achamos que a população tem muita criatividade, quer fazer negócio, mas o que não há é oportunidade de financiamento. Por isso nós criamos o FDEL [Fundo de Desenvolvimento Económico Local], e sabemos que ano passado não foi suficiente. Decidimos que este ano vamos duplicar o FDEL para todos os distritos da nossa província de Sofala. E também queremos dizer que criámos mais um fundo, esse especificamente para as mulheres, o ProMulher, e ainda criámos o ProJovem para a juventude”.

O estadista moçambicano perspectivou o impacto transformador destas acções, reafirmando a determinação da sua governação em assegurar melhorias palpáveis na qualidade de vida das famílias ao longo de toda a província de Sofala.

“E queremos continuar a trabalhar para desenvolver o nosso país, desenvolver a nossa província e desenvolver tudo aquilo que nós achamos que cria melhores condições de vida para a nossa população. É isso que nós viemos fazer durante os três dias aqui em Sofala”.