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Chapo desafia trabalhadores a impulsionar transformação económica

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Chapo desafia trabalhadores a impulsionar transformação económica

MAPUTO, 13 DE OUTUBRO DE 2026 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, desafiou hoje, em Maputo, os trabalhadores moçambicanos a renovarem o compromisso com o desenvolvimento do país, defendendo uma acção colectiva entre Governo, trabalhadores, empregadores e demais sectores da sociedade para impulsionar a transformação económica e social de Moçambique.

Falando por ocasião dos 50 anos da Organização dos Trabalhadores de Moçambique-Central Sindical (OTM-CS), o Chefe do Estado afirmou que os primeiros 50 anos foram de construção e que os próximos devem ser de transformação, apelando à classe trabalhadora para responder novamente ao chamamento da Pátria.

“Se há 50 anos, a Pátria chamou e os trabalhadores disseram sim ao Presidente Samora Moisés Machel, na altura; hoje, 50 anos depois, a Pátria volta a chamar, e queremos que os trabalhadores digam novamente sim, para que juntos, de mãos dadas, levemos esta Nação para o pedestal de desenvolvimento equiparado às nações mais prósperas do mundo”.

O Presidente da República recordou que a história da OTM-CS está ligada ao percurso do Estado moçambicano, assinalando que, a 13 de Outubro de 1976, na Escola Secundária Josina Machel, em Maputo, trabalhadores reuniram-se com o então Presidente Samora Moisés Machel, que os exortou à criação dos Conselhos de Produção.

Daniel Chapo destacou igualmente as transformações verificadas no movimento sindical ao longo das últimas cinco décadas, desde a criação da OTM, em 1983, até à sua constituição como Central Sindical, em 1990, num período de profundas mudanças políticas, económicas e sociais.

Na sua intervenção, o Chefe do Estado defendeu a valorização do trabalhador como elemento central do desenvolvimento sustentável e inclusivo, salientando a necessidade de empresas viáveis, trabalhadores qualificados, empreendedores engajados, jovens inovadores e organizações sindicais fortes.

“O trabalhador não é apenas um factor de produção. É um ser humano, é um cidadão, um pai, uma mãe, jovem ou adulto. Por detrás de cada trabalhador existe um projecto de vida, sobretudo uma família e uma comunidade”.

O Chefe do Executivo moçambicano considerou o diálogo social um instrumento essencial para a estabilidade laboral e a construção de consensos, defendendo o reforço da concertação entre trabalhadores, empregadores e Estado sobre salários mínimos, condições de trabalho, legislação laboral, segurança e saúde no trabalho, protecção social e estabilidade das relações laborais.

Sublinhou que defender os direitos dos trabalhadores deve ser acompanhado pela criação de condições para a sustentabilidade das empresas, numa relação de equilíbrio que contribua para a independência económica do país.

Por conseguinte, chamou a atenção para as mudanças que estão a transformar o mundo do trabalho, nomeadamente a inteligência artificial, a digitalização, a automação, as alterações climáticas, a expansão da economia informal e o surgimento de novas profissões.

O Chefe do Estado defendeu, por isso, maior qualificação dos trabalhadores, investimento das empresas nas pessoas e na inovação e uma maior capacidade dos sindicatos para representar trabalhadores dos sectores tradicionais, das novas profissões, das plataformas digitais e da economia informal.

Por sua vez, a OTM-CS, na mensagem apresentada ao Presidente da República, defendeu uma participação mais estruturada dos trabalhadores nos processos de decisão económica e social, incluindo nos espaços de concertação social e nos grandes projectos de investimento.

A organização, que congrega 15 sindicatos afiliados, duas associações do sector da economia informal e estruturas de mulheres e jovens trabalhadores, apelou igualmente à valorização do capital humano, à criação de emprego digno, à protecção social, à redução da informalidade e ao reconhecimento do diálogo social como instrumento de estabilidade.

Na ocasião, o Presidente Daniel Chapo prestou homenagem aos fundadores, dirigentes, delegados, sindicalistas e trabalhadores que contribuíram para a construção do movimento sindical moçambicano e reiterou o compromisso do Governo com políticas destinadas a dinamizar a economia, melhorar o ambiente de negócios, estimular a produção, atrair investimento e criar mais empregos, sobretudo para jovens e mulheres.

“Moçambique precisa do vosso trabalho, da vossa competência, da vossa responsabilidade e da vossa unidade. O vosso Presidente da República precisa do vosso compromisso e colaboração”.