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Chapo apela em Mbuzini à preservação do legado de Samora Machel através da paz

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Chapo apela em Mbuzini à preservação do legado de Samora Machel através da paz

MBUZINI, 19 DE OUTUBRO DE 2026 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu hoje, em Mbuzini, na República da África do Sul, que a paz deve continuar a ser uma das primeiras responsabilidades dos povos moçambicano e da África Austral, por considerar que essa é uma forma de preservar a memória e o legado do Presidente Samora Moisés Machel, cuja última missão esteve ligada à procura da paz na região.

Falando na cerimónia central dos 40 anos da Tragédia de Mbuzini, o Chefe do Estado afirmou que, com este espírito, Moçambique continua empenhado na consolidação da paz, da unidade nacional, da reconciliação e do diálogo entre os moçambicanos, salientando que a capacidade de resolver os problemas pelo diálogo constitui uma dimensão essencial da paz que o país procura consolidar.

Segundo o Presidente da República, o legado de Samora Machel impõe igualmente outra responsabilidade histórica, relacionada com a criação de melhores condições de vida e com a conquista da Independência Económica, defendendo um Moçambique capaz de produzir mais do que consome, transformar os seus recursos e gerar oportunidades de emprego, sobretudo para jovens e mulheres.

“A geração de Samora conquistou a liberdade da pátria. À nossa geração cabe transformar essa liberdade em prosperidade para o povo”, afirmou Daniel Chapo, associando este desafio ao lema das comemorações dos 40 anos da Tragédia de Mbuzini: “Samora Machel, Inspiração para a Consolidação da Paz e a Conquista da Independência Económica”.

Na ocasião, o Chefe do Estado recordou que Samora Machel perdeu a vida quando regressava de uma missão diplomática dedicada à procura da paz na África Austral, sublinhando que, quatro décadas depois, essa missão continua actual e deve inspirar os povos da região a fortalecer a convivência, o diálogo, a solidariedade e a cooperação.

Daniel Chapo referiu-se igualmente às interrogações que permanecem sobre as circunstâncias da tragédia de Mbuzini, observando que as investigações e esclarecimentos produzidos ao longo das décadas não eliminaram todas as dúvidas. Segundo o Presidente, as famílias das vítimas e os povos de Moçambique e da África do Sul têm o direito de conhecer, com rigor e transparência, a verdade sobre os acontecimentos de 19 de Outubro de 1986.

O Presidente da República recordou Samora Machel como uma figura associada à luta de libertação nacional, à construção do Estado moçambicano independente e à defesa da solidariedade com os povos da África Austral, destacando que a sua liderança projectou Moçambique no continente africano e no mundo e contribuiu para a afirmação da voz do país nos fóruns internacionais.

Ao assinalar os 40 anos da tragédia, o Presidente Daniel Chapo renovou o compromisso de Moçambique com a paz, a unidade nacional e a dignidade dos povos da região, apelando às novas gerações para preservarem os valores pelos quais tantos homens e mulheres deram as suas vidas.

“Quarenta anos depois, Mbuzini continua a recordar-nos que a vida dos homens é finita, mas os grandes ideais podem atravessar gerações”, afirmou, sublinhando que o legado de Samora Machel e das demais vítimas permanece na memória colectiva e deve continuar a orientar o futuro de Moçambique, da África do Sul e da África Austral.