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Chapo desafia investidores a transformar USD 4,2 mil milhões em projectos concretos

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Chapo desafia investidores a transformar USD 4,2 mil milhões em projectos concretos

CIDADE DE NACALA, 20 DE OUTUBRO DE 2026 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, exigiu, hoje, em Nacala, província de Nampula, a transformação dos compromissos de investimento de cerca de 4,2 mil milhões de dólares norte-americanos em projectos concretos, capazes de gerar emprego, impulsionar a industrialização e melhorar as condições de vida dos moçambicanos, defendendo que os recursos minerais e energéticos do país devem ser processados localmente para criar maior valor acrescentado à economia nacional.

Falando na abertura da Primeira Conferência sobre Adição de Valor com Base em Minerais e Recursos Energéticos Disponíveis (CAVAME-d 2026), o Chefe do Estado afirmou que as reformas legislativas nos sectores mineiro e petrolífero visam assegurar que os recursos naturais beneficiem o país, através da transformação local, da criação de oportunidades para empresas nacionais e do aumento das exportações.

Daniel Chapo destacou a aprovação da Lei de Minas, da Lei de Petróleos e da Lei do Conteúdo Local, bem como a criação da Empresa Nacional de Minas, como instrumentos destinados a reforçar a participação dos moçambicanos na exploração dos recursos naturais. Segundo explicou, o objectivo é promover a industrialização, gerar emprego, sobretudo para jovens e mulheres, e reduzir a dependência das importações.

O Presidente da República defendeu que os investimentos devem traduzir-se em benefícios concretos para as comunidades, através da criação de postos de trabalho, da capacitação profissional e do desenvolvimento de pequenas e médias empresas nacionais. Sublinhou igualmente a importância da responsabilidade social corporativa na construção de escolas, unidades sanitárias e outras infra-estruturas essenciais para melhorar as condições de vida da população.

Na ocasião, o Chefe do Estado apelou à definição de responsabilidades, prazos e mecanismos de acompanhamento dos projectos apresentados na conferência, incluindo os 11 Memorandos de Entendimento assinados no âmbito da iniciativa.

“Não vamos começar a próxima edição sem primeiro avaliar os resultados concretos desta edição e destes projectos que aqui foram firmados através de 11 Memorandos de Entendimento”, afirmou.

Daniel Chapo anunciou ainda a intenção de desenvolver parques industriais na Zona Económica Especial de Nacala, com infra-estruturas de acesso à terra, água, energia e estradas, para facilitar a instalação de novas indústrias. Neste contexto, referiu o projecto de infraestruturação das Zonas Francas Industriais de Locone e Minhuene, destinado a acolher iniciativas de processamento de recursos como zircónio e grafite, incluindo háfnio.

O estadista moçambicano considerou igualmente fundamentais a disponibilidade de energia a preços competitivos, a eficiência dos processos de licenciamento, o financiamento de projectos de longo prazo e a formação de quadros nacionais para aumentar a competitividade da indústria. Apelou às empresas para desenvolverem programas transparentes de fornecedores e às instituições financeiras para criarem soluções de financiamento adequadas às pequenas e médias empresas.

A conferência integra uma agenda mais ampla de promoção da valorização dos recursos nacionais, que inclui a Conferência sobre Logística da Aviação na Indústria Extractiva e a Feira de Gemas de Nampula. O programa contempla igualmente o primeiro leilão de rubis realizado em território nacional, iniciativa que, segundo o Presidente, poderá contribuir para reforçar a visibilidade internacional do potencial mineral moçambicano e dinamizar actividades económicas associadas ao turismo e aos serviços.

Na ocasião, o Presidente Daniel Chapo lançou a Mozambique Mining and Energy Week, plataforma que deverá reunir anualmente, em Nacala, actores públicos e privados, investigadores e investidores para promover o desenvolvimento das cadeias de valor dos recursos minerais e energéticos. Afirmou que esta iniciativa se enquadra na visão de transformar o potencial económico do país em resultados concretos para a população, rumo à independência económica.