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Quelimane, 12 de Junho de 2026 – O Presidente da República, Daniel Chapo, garantiu esta sexta-feira que os autores materiais e morais do assassinato de Dom Osório Citora Afonso serão identificados e responsabilizados, reafirmando o compromisso do Estado moçambicano com uma investigação rigorosa e célere para esclarecer o crime que chocou o país.
A garantia foi dada durante as exéquias do Bispo da Diocese de Quelimane e Administrador Apostólico da Beira, realizadas na cidade de Quelimane, onde o Chefe do Estado prestou homenagem à memória do religioso, assassinado no passado dia 6 de Junho na sua residência episcopal.
Perante familiares, membros da Igreja Católica, autoridades e fiéis, Daniel Chapo classificou a morte de Dom Osório como uma perda irreparável para a Igreja e para Moçambique, destacando o papel do prelado na promoção da paz, da justiça, da reconciliação e dos valores humanos.
“Viemos hoje a Quelimane mergulhados na tristeza e na dor pela perda de Sua Excelência Reverendíssima Dom Osório Citora Afonso, vítima de um acto criminoso que abalou profundamente a nossa nação”, declarou.
O Presidente afirmou que o desaparecimento físico do bispo representa uma perda que transcende os limites da Igreja Católica, afectando toda a sociedade moçambicana. Segundo Chapo, Dom Osório foi uma figura de referência nacional, reconhecida pela sua integridade, humildade, simplicidade e dedicação ao serviço do próximo.
Ao abordar as circunstâncias da morte do líder religioso, o Chefe do Estado condenou o crime, considerando que a voz de um defensor da paz e da verdade foi silenciada de forma “bárbara e covarde”, precisamente num espaço que simboliza acolhimento, fé e comunhão.
Durante a cerimónia, o Presidente destacou ainda o legado deixado por Dom Osório, lembrando o seu contributo para o fortalecimento da Igreja Católica em Moçambique e o papel de liderança que desempenhou em diferentes responsabilidades eclesiásticas, incluindo as funções de Secretário da Conferência Episcopal de Moçambique e Administrador Apostólico da Beira.
Daniel Chapo recordou igualmente a confiança depositada no religioso pelos seus pares e pelo Santo Padre, Papa Leão XIV, sublinhando que o seu percurso foi marcado pelo compromisso com a fé, a defesa da dignidade humana e a construção da harmonia social.
O estadista evocou também a mensagem de solidariedade e esperança transmitida pelo Papa Leão XIV após a morte do bispo, apelando à união dos moçambicanos neste momento de dor e luto nacional.
Na ocasião, o Presidente da República reiterou que as autoridades competentes, incluindo o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e as instituições da administração da justiça, prosseguem com as investigações para esclarecer todas as circunstâncias do crime.
“O Governo está comprometido com a descoberta da verdade e com a responsabilização exemplar dos autores deste acto hediondo”, assegurou.
Ao concluir a sua intervenção, Daniel Chapo apresentou condolências à família de Dom Osório, à Igreja Católica e aos fiéis, reafirmando o compromisso de preservar e honrar os valores de justiça, solidariedade e serviço ao próximo que marcaram a vida e o legado do malogrado bispo.