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PR Chapo Apresenta Carteira de USD 50 Mil Milhões e Atrai Investidores dos EUA

09/06/2026 | Notícia

Washington D.C., Estados Unidos da América – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, apresentou esta segunda-feira uma carteira de investimentos superior a 50 mil milhões de dólares norte-americanos no sector do Gás Natural Liquefeito (LNG), reforçando o convite aos investidores dos Estados Unidos para expandirem a sua presença em Moçambique.

A apresentação foi feita durante um pequeno-almoço de trabalho com empresários e investidores norte-americanos, realizado à margem do Fórum sobre Fragilidades 2026, evento internacional promovido pelo Grupo Banco Mundial. Na ocasião, o Chefe do Estado destacou as reformas em curso para melhorar o ambiente de negócios e garantiu que Moçambique oferece condições favoráveis para o investimento estrangeiro.

Segundo Daniel Chapo, as relações diplomáticas, políticas e económicas entre Moçambique e os Estados Unidos atravessam um momento positivo, criando um contexto propício para o fortalecimento das parcerias empresariais e para a concretização de novos investimentos.

O Presidente apontou a Bacia do Rovuma como o principal centro de desenvolvimento energético do país, onde estão em curso quatro grandes projectos de LNG liderados pelas multinacionais ENI, TotalEnergies e ExxonMobil.

Entre os projectos em destaque encontra-se o empreendimento liderado pela norte-americana ExxonMobil, avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares. Chapo revelou que o Governo mantém negociações avançadas com a empresa e mostrou-se optimista quanto à decisão final de investimento.

“Estamos num bom caminho para a decisão final de investimento, que poderá ser tomada entre Agosto e Setembro de 2026”, afirmou.

O estadista destacou igualmente o regresso das actividades da TotalEnergies em Afungi, na província de Cabo Delgado, após a suspensão provocada pela situação de segurança na região. Avaliado em aproximadamente 15 mil milhões de dólares, o projecto voltou a operar no início deste ano e emprega actualmente mais de cinco mil trabalhadores.

“Neste momento o projecto está a funcionar e temos mais de cinco mil pessoas a trabalhar no terreno”, declarou.

A carteira de investimentos inclui ainda os projectos Coral South e Coral North, desenvolvidos pela italiana ENI, que representam um investimento conjunto estimado em cerca de 15 mil milhões de dólares.

Apesar da forte aposta no gás natural, Daniel Chapo sublinhou que a visão estratégica do Governo passa pela diversificação da economia nacional, transformando os recursos energéticos em motores de industrialização e desenvolvimento sustentável.

O Presidente explicou que o gás doméstico poderá impulsionar a produção nacional de fertilizantes, aumentar a geração de energia eléctrica e estimular a instalação de novas indústrias. Neste contexto, destacou também os investimentos previstos na expansão da capacidade da Hidroeléctrica de Cahora Bassa e na construção da Barragem de Mphanda Nkuwa, projecto que deverá acrescentar cerca de 1.500 megawatts ao sistema energético nacional.

Segundo Chapo, a abundância de recursos energéticos permitirá não apenas consolidar Moçambique como um dos principais centros de produção e exportação de energia da África Austral, mas também posicionar o país como um futuro polo tecnológico regional, capaz de atrair centros de dados e investimentos ligados à transformação digital.

O Chefe do Estado destacou ainda o potencial estratégico do sector dos transportes e logística, sustentado pelos portos de Maputo, Beira e Nacala. No caso específico de Nacala, referiu que estão em curso iniciativas para desenvolver uma zona económica especial e industrial com ligações ao Malawi e à Tanzânia.

Para garantir maior confiança aos investidores internacionais, Chapo explicou que o quadro legal moçambicano prevê diferentes modalidades de investimento, incluindo Parcerias Público-Privadas (PPP), concessões e contratos do tipo Build, Operate and Transfer (BOT).

“Estão convidados a investir em Moçambique. Garanto-vos que estarão a tomar uma decisão acertada”, afirmou perante os empresários presentes.

A estratégia de diversificação económica apresentada pelo Presidente inclui igualmente os sectores da agricultura, turismo e exploração de minerais críticos. Chapo destacou o potencial agrícola do país, beneficiado pela disponibilidade de terras aráveis e recursos hídricos, bem como as oportunidades existentes no turismo, apoiadas por quase três mil quilómetros de costa, ilhas e áreas de conservação de elevado valor ambiental.

No sector turístico, anunciou que equipas do Grupo Banco Mundial já se encontram na província de Inhambane a preparar a segunda edição do International Tourism Summit, marcada para Novembro deste ano.

O Presidente referiu igualmente as oportunidades existentes na exploração de minerais estratégicos, como o grafite, e destacou o memorando assinado com a Millennium Challenge Corporation (MCC), dos Estados Unidos, no âmbito do Segundo Compacto para Moçambique. O programa prevê um financiamento de 537,5 milhões de dólares destinado à construção e reabilitação de infra-estruturas rodoviárias nas províncias da Zambézia e Nampula.

Durante a sua agenda de diplomacia económica em Washington, Daniel Chapo manteve encontros bilaterais com Walter Kansteiner, Director Sénior da ExxonMobil para África, com o objectivo de acelerar os preparativos para a decisão final de investimento na Bacia do Rovuma.

O Presidente reuniu-se ainda com Mark Mitchell, Vice-Secretário Adjunto para o Oriente Médio e África da Administração de Comércio Internacional dos Estados Unidos, num encontro centrado no fortalecimento das relações económicas e na promoção de novas oportunidades de negócios entre os dois países.

A participação de Daniel Chapo em Washington reforça a estratégia do Governo de atrair investimento externo, impulsionar a industrialização e consolidar Moçambique como um dos principais destinos de investimento em energia, infra-estruturas e logística no continente africano.