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Chapo Defende Papel das Religiões na Promoção da Paz e da Coesão Social

11/06/2026 | Notícia

Maputo, 11 de Junho de 2026 – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu esta quinta-feira um maior envolvimento das comunidades religiosas na resposta aos desafios globais e nacionais, destacando o seu contributo para a promoção da paz, da coesão social, da tolerância e do desenvolvimento sustentável.

O posicionamento foi apresentado durante as celebrações do centenário da Sinagoga de Maputo, uma das mais emblemáticas instituições religiosas do país, onde o Chefe do Estado homenageou o legado histórico da Comunidade Judaica de Moçambique e o seu papel na construção de uma sociedade plural e inclusiva.

Na sua intervenção, Daniel Chapo considerou que a celebração dos 100 anos da Sinagoga representa um marco não apenas para a Comunidade Judaica, mas também para toda a nação moçambicana, por simbolizar a preservação de um património espiritual, cultural e humano que atravessou gerações.

O Presidente recordou que a presença judaica em Moçambique remonta ao século XIX, período em que cidadãos oriundos de várias partes do mundo encontraram no país um espaço de paz, segurança e liberdade religiosa, contribuindo simultaneamente para o desenvolvimento económico, social e cultural da nação.

Segundo o estadista, a construção da Sinagoga de Maputo, em 1926, e a sua posterior restauração em 2013 constituem símbolos da integração da comunidade judaica na sociedade moçambicana e da preservação de um importante legado histórico e religioso.

Daniel Chapo destacou que as comunidades religiosas desempenham uma função que vai além da prática da fé, sendo guardiãs de valores éticos, morais e culturais que contribuem para fortalecer a convivência harmoniosa entre diferentes grupos sociais.

Num contexto internacional marcado por conflitos, extremismo, intolerância e divisões, o Chefe do Estado defendeu o reforço dos esforços colectivos em prol da paz, do diálogo e da solidariedade entre os povos.

Segundo afirmou, Moçambique enfrenta igualmente desafios significativos, incluindo a consolidação da segurança em Cabo Delgado, a recuperação dos impactos provocados por fenómenos climáticos extremos e a necessidade de promover um desenvolvimento económico inclusivo e sustentável.

“Estes desafios exigem de todos nós um compromisso renovado, uma solidariedade mais profunda e uma vontade colectiva mais determinada, sempre alicerçada no diálogo, onde não há vencedores nem vencidos, onde prevalece, acima de tudo, a humanidade”, declarou.

Durante o seu discurso, o Presidente dedicou particular atenção às mudanças climáticas, classificando-as como uma das maiores ameaças enfrentadas pela humanidade na actualidade.

Para Daniel Chapo, as confissões religiosas possuem uma capacidade única de mobilização moral e social, podendo desempenhar um papel relevante na sensibilização das comunidades para a adopção de práticas mais sustentáveis e para o fortalecimento da consciência ambiental.

O Chefe do Estado destacou ainda o exemplo da Comunidade Judaica de Moçambique, enaltecendo a sua contribuição para a promoção da inclusão, da convivência pacífica e do diálogo intercultural ao longo de várias décadas.

Na ocasião, reafirmou o compromisso do Estado moçambicano com a defesa da liberdade religiosa, da tolerância e do diálogo inter-religioso como pilares fundamentais para a consolidação da unidade nacional.

Daniel Chapo felicitou igualmente a Comunidade Judaica de Moçambique e a Associação Honen Dalim pelo trabalho desenvolvido na preservação da Sinagoga de Maputo durante um século, considerando que o edifício representa um importante património histórico, cultural e espiritual do país.

O Presidente manifestou ainda o desejo de que a instituição continue a afirmar-se como um espaço de memória, espiritualidade, esperança e promoção dos valores de solidariedade, respeito mútuo e desenvolvimento inclusivo.

As celebrações do centenário da Sinagoga de Maputo reuniram representantes da Comunidade Judaica, líderes religiosos de diferentes confissões, membros do corpo diplomático e diversas individualidades nacionais, num momento marcado pela valorização da diversidade cultural e pelo reforço do compromisso com a convivência pacífica entre todos os moçambicanos.