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A Primeira-Dama da República de Moçambique, Gueta Selemene Chapo, manteve hoje um encontro com representantes do Grupo CJIC (China Jiangxi International Economic and Technical Cooperation), no contexto da grave situação humanitária provocada pelas chuvas intensas, cheias e inundações que afectam diversas regiões do país.
A audiência enquadra-se nos esforços do Governo moçambicano para reforçar a coordenação institucional, mobilizar parceiros estratégicos e garantir uma resposta humanitária célere e eficaz às populações mais vulneráveis. As recentes intempéries têm causado danos significativos em infra-estruturas públicas e privadas, incluindo estradas, pontes, habitações, sistemas de abastecimento de água e energia, além de terem resultado na deslocação de milhares de famílias e em elevados prejuízos económicos.
Durante o encontro, a Primeira-Dama destacou a importância da solidariedade internacional e do envolvimento do sector privado no apoio às comunidades afectadas, sublinhando que a resposta à emergência exige uma acção conjunta entre o Estado, parceiros de cooperação e empresas com presença no país.
Após a audiência, o director-geral do Grupo CJIC em Moçambique, Li Chengchun, manifestou profunda preocupação com a situação humanitária e reiterou a disponibilidade da empresa em apoiar o Governo moçambicano. No mesmo pronunciamento, anunciou que o grupo já iniciou a mobilização de materiais de apoio destinados às províncias de Tete e à cidade da Matola, duas das zonas severamente afectadas pelas cheias.
Li Chengchun adiantou ainda que está prevista uma nova reunião para amanhã, com o objectivo de definir os detalhes operacionais do apoio, incluindo o tipo de materiais, a logística de distribuição e a articulação com as autoridades locais, de modo a garantir que a ajuda chegue de forma rápida e eficiente às populações necessitadas.
Este encontro reforça o papel do Grupo CJIC como parceiro estratégico de Moçambique, não apenas no domínio da construção e infra-estruturas, mas também no apoio a iniciativas de responsabilidade social e resposta a emergências. Ao mesmo tempo, evidencia o esforço da Presidência da República, através da Primeira-Dama, em liderar acções de mobilização solidária num momento crítico para o país.
As autoridades continuam a apelar à solidariedade nacional e internacional, sublinhando que, para além da resposta imediata, será necessário investir na reabilitação das infra-estruturas afectadas e no reforço da resiliência climática, face à recorrência de fenómenos extremos associados às mudanças climáticas.