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Chapo orienta II Sessão Extraordinária do Conselho de Ministros sobre época chuvosa

16/01/2026 | Notícia

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, dirigiu hoje a segunda Sessão Extraordinária do Conselho de Ministros dedicada à avaliação da época chuvosa, num momento em que Moçambique enfrenta um agravamento significativo das cheias e inundações, sobretudo nas regiões sul e centro do país.

A intensificação das precipitações, associada à subida dos caudais dos principais rios, levou o Governo a decretar o alerta vermelho, o nível máximo de prontidão no sistema nacional de gestão de desastres.
Durante a sessão, o Chefe do Estado explicou que o país entrou formalmente na fase de resposta do ciclo de gestão de desastres, caracterizada pela ocorrência efectiva dos fenómenos climáticos extremos e pela necessidade de intervenções imediatas no terreno. Esta fase, segundo o Presidente, impõe desafios adicionais às operações de busca, salvamento e assistência humanitária, uma vez que as condições meteorológicas adversas condicionam o acesso às zonas afectadas e a mobilidade das equipas de socorro.

O Conselho de Ministros avaliou o impacto das chuvas sobre as populações, infra-estruturas sociais e económicas, incluindo estradas, pontes, escolas, unidades sanitárias e áreas agrícolas, com particular preocupação para as comunidades ribeirinhas e de baixa altitude, tradicionalmente mais vulneráveis a cheias. Foram igualmente analisadas as medidas em curso para a evacuação preventiva das populações em risco, o funcionamento dos centros de acomodação temporária e a disponibilidade de alimentos, água potável e assistência médica.

O Presidente Daniel Chapo sublinhou que a prioridade absoluta do Executivo é a salvaguarda de vidas humanas, destacando os esforços coordenados entre os sectores governamentais, as Forças de Defesa e Segurança, parceiros humanitários e autoridades locais. Enalteceu, em particular, o papel do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), que tem estado na linha da frente na coordenação das acções de resposta, desde o alerta precoce até à assistência directa às famílias afectadas.

Na ocasião, o Chefe do Estado reiterou a solidariedade do Governo para com as vítimas das cheias e inundações, apelando à calma, à colaboração das comunidades e ao cumprimento das orientações das autoridades. Reconheceu ainda o contributo da Comunicação Social na disseminação de informação útil e atempada, fundamental para a prevenção de perdas humanas e para a consciencialização da população sobre os riscos associados à época chuvosa.

O Governo reafirmou que continuará a monitorar a evolução da situação hidrológica e meteorológica, ajustando as medidas de resposta conforme necessário, e apelou ao reforço da prontidão institucional e comunitária, tendo em conta que a época chuvosa ainda decorre e pode continuar a representar sérios desafios para o país.