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Presidente defende educação como base para a independência económica de Moçambique

27/02/2026 | Notícia

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, afirmou hoje, na cidade da Beira, que a educação deve ser a base para a conquista da independência económica de Moçambique, defendendo uma escola orientada não apenas para formar empregados, mas também cidadãos capazes de criar emprego, inovar e competir, num contexto marcado por desafios climáticos e pela necessidade de uma transformação estrutural da economia nacional.

Falando na cerimónia central de abertura do Ano Lectivo de 2026, o Chefe do Estado sublinhou que o momento tem um significado nacional, reiterando que “a educação continua a ser o primeiro grande investimento de uma Nação que escolhe construir o seu futuro com inteligência, com coragem e com visão”, num acto que se replicou simbolicamente em todo o país.

O Presidente enquadrou o início do ano lectivo num cenário de adversidade, marcado por cheias, inundações e pelo ciclone Ciclone Tropical Gezani, que causaram perdas humanas e destruição de infra-estruturas. Perante esta realidade, reafirmou a solidariedade do Estado com os compatriotas afectados e explicou que o adiamento do arranque das aulas foi “uma decisão pensada, ponderada, reflectida, uma decisão responsável, tomada para proteger vidas humanas do Povo moçambicano”.

O Chefe do Estado agradeceu ainda a “extraordinária onda de solidariedade nacional e internacional” manifestada face às calamidades naturais, considerando que este espírito revela a capacidade de união do povo moçambicano nos momentos difíceis, ao mesmo tempo que deixa uma lição clara sobre a necessidade de preparar as novas gerações para enfrentar os desafios das mudanças climáticas.

No plano das infra-estruturas, destacou a entrega da Escola Secundária da Manga, totalmente reabilitada, recordando que o ciclone Ciclone Idai tentou abalar a confiança colectiva do país. Segundo afirmou, a reabilitação da escola simboliza “a vitória da resiliência de um povo sobre os desafios e adversidade”, devolvendo à comunidade um espaço central para a formação de gerações de moçambicanos.

Durante a cerimónia, o Presidente da República inaugurou igualmente a nova Escola Básica Completa do Esturro, a maior do género no país, construída de raiz, com 46 salas de aula, com financiamento da Fundação de Caridade Tzu Chi. Considerou a infra-estrutura um símbolo de resiliência e inclusão, agradecendo o apoio dos parceiros de desenvolvimento e sublinhando que “o Governo não caminha sozinho” no esforço de expansão e melhoria do sistema educativo.

O estadista moçambicano destacou ainda a implementação do Programa de Mentoria Escolar “Somos Luz”, que tem apresentado resultados positivos na transição escolar e na literacia. Para o Presidente, a iniciativa representa uma mudança de paradigma, ao incentivar desde cedo a ideia de que a criança não estuda apenas para procurar emprego, mas também para criar oportunidades de trabalho e contribuir activamente para o crescimento do país.

No seu discurso, o Chefe do Estado reafirmou igualmente compromissos do Governo no sector da educação, incluindo a garantia de que nenhuma criança fique sem livros escolares, a expansão e reabilitação de infra-estruturas, o reforço do ensino técnico-profissional e a valorização dos professores, sublinhando que estas medidas fazem parte de uma visão estratégica de transformação nacional.

No fim da intervenção, o Presidente Daniel Chapo recordou o lema do Ano Lectivo de 2026 — “Educação, Investigação e Cultura: Vectores Fundamentais para o Desenvolvimento Sustentável” — e deixou uma mensagem de confiança, afirmando que “o futuro não se espera, constrói-se” nas salas de aula, com o envolvimento dos professores, das famílias e de toda a sociedade, reiterando que a escola deve ser a base para a independência económica de Moçambique.