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O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, afirmou esta quinta-feira que Moçambique passa a contar com novos oficiais e mestres em Ciências Policiais preparados para responder, com rigor científico, competência técnica e elevado sentido ético, aos desafios complexos da segurança pública. O Chefe do Estado defendeu uma Polícia moderna, científica, profissional e humanista, orientada para servir o povo moçambicano.
Falando na qualidade de Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), por ocasião da Vigésima Primeira Cerimónia de Graduação de Oficiais da Polícia da República de Moçambique e Mestres em Ciências Policiais, realizada na Academia de Ciências Policiais (ACIPOL), o estadista sublinhou que o acto simboliza “não apenas o culminar de uma importante etapa académica, mas também o resultado do investimento estratégico que o Governo da República de Moçambique tem realizado na formação científica, técnica e ética dos quadros da Polícia”.
O Presidente Chapo frisou que a segurança pública deixou de ser apenas uma matéria operacional, assumindo hoje uma dimensão científica e estratégica. Defendeu que o reforço da formação académica dos quadros policiais é essencial para enfrentar a criminalidade organizada, o extremismo violento e outras ameaças emergentes que colocam em causa a harmonia social e a estabilidade do país.
No seu discurso, alertou para a crescente complexidade do fenómeno criminal, referindo que Moçambique enfrenta não só crimes tradicionais, mas também novas tipologias, como a criminalidade organizada e transnacional, o extremismo violento, os raptos, a imigração ilegal e os cibercrimes. “Diante deste quadro, a segurança pública deixou de ser apenas uma questão operacional e táctica, para se afirmar, cada vez mais, como um campo científico, estratégico e multidimensional”, afirmou.
O Chefe do Estado destacou o papel da ACIPOL na preparação de uma Polícia apta para os desafios do século XXI, salientando que a instituição é “a forja científica de oficiais da Polícia da República de Moçambique”. Na ocasião, apelou aos graduados para fortalecerem a prevenção e o combate ao crime, revitalizarem a vigilância comunitária e contribuírem para a melhoria da imagem da corporação junto da sociedade.
Abordando a relação entre segurança e desenvolvimento, o Comandante-Chefe das FDS defendeu que não há crescimento económico sem paz e estabilidade. Segundo afirmou, “cada acto de prevenção criminal, cada investigação bem-sucedida e cada comunidade protegida representam, na verdade, um passo concreto na consolidação da soberania económica do nosso país”.
No domínio do combate ao crime organizado, reiterou a necessidade de intensificar o desarmamento e a luta contra os raptos, frisando que “retirar armas das mãos dos criminosos é salvar vidas”. Assegurou ainda que Moçambique não será “porto seguro” para este tipo de criminalidade, destacando sinais de redução do fenómeno graças à acção coordenada das Forças de Defesa e Segurança.
O Presidente abordou igualmente o combate à corrupção, defendendo o reforço do controlo e da integridade na actuação policial. “O lugar dos corruptos, dos ladrões e dos raptores é na cadeia”, afirmou, apelando ao respeito pela legalidade, pelos direitos humanos e pela autoridade legítima do Estado.
Na parte final da sua intervenção, Daniel Francisco Chapo exortou os graduados a assumirem o compromisso de aprendizagem contínua, disciplina e conduta exemplar, recordando que cada decisão tomada será em nome da República e do Povo moçambicano. O Chefe do Estado declarou, assim, encerrado o XXI Curso de Licenciatura em Ciências Policiais e a VIII Edição dos Cursos de Mestrado em Segurança Pública e Investigação Criminal.