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Presidente entrega 3.062 talhões infra-estruturados em Matutuine

19/02/2026 | Notícia

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, destacou a importância de Moçambique investir numa organização territorial resiliente, como resposta às tragédias climáticas. Durante a cerimónia no distrito de Matutuine, o Chefe do Estado, destacou hoje a importância de Moçambique investir numa organização territorial bem estruturada e resiliente, como resposta duradoura às tragédias climáticas que afetam o país. Segundo o Chefe do Estado, governar exige antecipar crises e preparar o futuro antes que se torne inevitável.

A intervenção ocorreu no distrito de Matutuine, durante a cerimónia de entrega de talhões no âmbito do Projecto Nacional de Terra Infra-estruturada. No início do seu discurso, o Presidente Chapo expressou solidariedade às famílias atingidas pelas recentes cheias e pelo Ciclone Gezani, que provocaram perdas humanas e danos em infra-estruturas.

O Presidente assegurou que o Governo continuará a apoiar as populações afetadas, reforçando que “não estão sozinhas” e que o Estado estará presente para “reconstruir, apoiar e criar condições para que se levantem com mais força, confiança e esperança”.

Neste contexto, a entrega de 3.062 talhões infra-estruturados foi apresentada como parte de uma estratégia mais ampla de reconstrução e prevenção. “As tragédias nos ensinam que não basta reconstruir; é necessário fazê-lo melhor, com planeamento e visão, evitando perpetuar vulnerabilidades”, afirmou.

A iniciativa visa promover um desenvolvimento urbano organizado, disponibilizando talhões devidamente demarcados em áreas seguras e previamente planificadas, com acesso a estradas, água, saneamento, energia e espaços destinados a serviços sociais e económicos. Para o Presidente Chapo, “organizar a terra é, em última análise, organizar o destino do povo moçambicano”.

O Chefe do Estado sublinhou ainda que a organização territorial é fundamental para fortalecer a independência económica do país. Recordou que, se no passado a luta era pela posse da terra, hoje o desafio é torná-la produtiva e colocá-la ao serviço da prosperidade coletiva. “Os países que prosperam são aqueles que se antecipam ao futuro”, acrescentou.

O projecto inclui medidas complementares, como casas-modelo, cooperativas de habitação juvenil e mecanismos para transformar estas urbanizações em novos polos económicos capazes de atrair investimento e gerar empregos, com especial enfoque na juventude, considerada “o ponto de partida e o ponto de chegada deste ciclo de governação”.

Um momento simbólico da cerimónia foi a atribuição de talhões a antigos jogadores da Seleção Nacional de Futebol (“Mambas”) que participaram na Copa Africana de Nações de 1996, gesto que, segundo o Presidente, reforça a reconciliação do Estado com a história e reconhece o contributo desses atletas ao país.

No encerramento, o Chefe do Estado apelou aos beneficiários para que utilizem os talhões como base para trabalho, convivência e progresso, desencorajando a sua venda, e convidou o sector privado a investir nas novas centralidades. “Organizar a terra é proteger vidas. Infra-estruturar o território é acelerar a independência económica”, concluiu, declarando oficialmente entregue a urbanização de 3.062 talhões no povoado de Chiacanimisse.sou solidariedade às famílias afetadas pelas recentes cheias e pelo Ciclone Gezani. Foram entregues 3.062 talhões infra-estruturados, com acesso a serviços essenciais, como água, saneamento e energia, no âmbito do Projecto Nacional de Terra Infra-estruturada. O Presidente reforçou que organizar a terra é organizar o destino do povo moçambicano, incentivando o investimento privado e a utilização dos talhões para progresso e convivência, com especial atenção à juventude. O evento incluiu a atribuição de talhões a antigos jogadores da Seleção Nacional de Futebol (“Mambas”) da Copa Africana de Nações de 1996, reconhecendo seu contributo à história do país.